Circular quer quitar dívida trabalhista de R$6 milhões em sete parcelas

A Circular, antiga concessionária do transporte coletivo de Marília, ofereceu pagar a dívida trabalhista que tem com os aproximadamente 700 ex-funcionários da empresa em sete parcelas.

O valor total de R$6 milhões seria dividido a partir do próximo ano. A proposta foi feita na tarde de ontem (21), em uma reunião que ocorreu na Justiça do Trabalho, na avenida Tiradentes com a juíza da 2ª Vara Trabalhista, Keila Nogueira Silva, os advogados da empresa e representantes do Sindicato dos Motoristas.

No entanto, segundo informações da Justiça do Trabalho, as negociações só devem começar daqui a 90 dias. O prazo é referente ao recurso movido pela empresa MRM Empreendimentos LTDA, de Marília, que pede a revogação do embargo do arremate da Garagem da Circular. O imóvel foi leiloado no dia 26 de março deste ano, em Bauru, por R$3,250 milhões. No entanto, pelo baixo valor da oferta,  a Circular pediu para que o arremate fosse embargado. A garagem da Circular fica na rua Oswaldo Cruz com avenida Pedro de Toledo e rua Almirante Barroso. Com aproximadamente 10 mil metros quadrados ela é avaliada em R$9,8 milhões.

Durante a reunião, aproximadamente 50 ex-funcionários da Circular, antiga concessionária do transporte coletivo de Marília, se organizaram em frente ao prédio da Justiça do Trabalho. A Circular possui uma dívida de mais de R$9 milhões com todos os ex-funcionários. A empresa fechou suas portas em maio de 2013 e desde então não quitou a dívida trabalhista com a maioria dos cobradores e motoristas. De acordo com os profissionais, doze dos ex-funcionários morreram sem receber os direitos. A empresta tentou um acordo ao longo desses anos, mas não conseguiu cumprir com a promessa.

O ex-cobrador Cícero Neves, 56, que trabalhou seis anos na empresa fez o acordo, entretanto, recebeu somente algumas parcelas. Atualmente ele está desempregado.

“Já não sei quanto tenho para receber, por eles começaram a pagar o acordo, mas poucos meses depois pararam. Estou desempregado e com muitas contas em atraso”, disse.

A empresa deve aos funcionários últimos salários, férias e 13º salário. O ex-cobrador Carlos Zanardo, 64, espera receber R$15 mil. Ele trabalhou na empresa durante 12 anos e diz que não conseguiu receber nenhum centavo do que tem direito.

“Se esse dinheiro sair vai aliviar minhas contas, ajudar bastante no orçamento da casa”, revelou.

O ex-motorista Oswaldo Pereira, 68, foi funcionário da empresa por 21 anos. Há dois anos e quatro meses ele tenta receber o que lhe faltam pagar. ” Já estou aposentado, mas tenho salários, férias e 13º para receber, não vou abrir mão. Forma mais de 20 anos me dedicando à empresa, afirmou.

Jornal Diário 22/09/2015

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